terça-feira, 30 de junho de 2009

Estatuto da Igreja Católiica tem agora regime de urgência

O Plenário aprovou, por 301 votos a 49, o requerimento de urgencia para a mensagem presidencial 134/09, que submete ao Congresso Nacional o texto do acordo entre o Brasil e o Vaticano relativo ao Estatuto Jurídico da Igreja Católica no Brasil. O mérito da matéria será analisado depois de os líderes chegarem a um acordo.
A proposição trata de temas como imunidade tributária de entidades eclesiásticas, funcionamento de seminários e de instituições católicas de ensino, prestação de assistência espiritual em presídios e hospitais, garantia do sigilo de ofício dos sacerdotes e visto para estrangeiros que venham ao Brasil realizar atividade pastoral.

No final de maio, a Câmara aprovou requerimento do deputado Ivan Valente (Psol-SP) para que o acordo fosse analisado pelas comissões de Trabalho e de Educação, além das comissões de Relações Exteriores e de Constituição e Justiça, inicialmente previstas. Ivan Valente pediu a inclusão das duas comissões para a análise do mérito da matéria, já que o texto trata de temas relacionados a Trabalho e a Educação.
Agencia Camara

DEM quer o afastamento de Sarney

O Senado DEM, José Agripino (RN), lider do partido no senado anunciou que o partido decidiu, por unanimidade, pedir o afastamento do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). A sigla defende a saída de Sarney do cargo até a conclusão das investigações sobre os atos secretos praticados na instituição.

Segundo o senador oposicionista, Sarney deve ficar afastado até que o Ministério Público, o Tribunal de Contas da União e a Polícia Federal cheguem a uma conclusão sobre as denúncias. Agripino anunciará a decisão no plenário do Senado nesta tarde.

Agripino ainda explicou que o partido não apoia, neste momento, qualquer representação contra Sarney no Conselho de Ética da Casa. Para ele, o colegiado só deve ser acionado após a apuração de responsabilidade de Sarney no episódio.

Hoje, o Psol protocolou duas representações por quebra de decoro parlamentar. Uma contra Sarney e outra contra o líder do PMDB na Casa, Renan Calheiros (AL). O partido quer apurar a responsabilidade dos peemedebistas nos atos secretos.

As representações foram Protocoladas pela presidente nacional do partido, Heloísa Helena, e pelo senador José Nery (Psol-PA), os documentos pedem investigação de Sarney e Renan por assinarem atos secretos para criar cargos, conceder benefícios e aumentar a remuneração de apadrinhados políticos.

O documento afirma, teriam sido escondidos de forma proposital pelo Senado Federal, a mando dos ex-diretores da Casa, Agaciel Maia e João Carlos Zoghbi, ligados diretamente à Presidência do Senado.


Site Congresso em Foco

João Alberto reassume o governo

O vice-governador João Alberto de Sousa reassumiu o Governo do Estado, na manhã desta terça-feira (30). O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Marcelo Tavares, estava no comando do Executivo Estadual desde a quarta-feira (24). A solenidade de retransmissão do cargo foi realizada no Palácio Henrique de La Rocque.

O deputado Marcelo Tavares disse que desde que assumiu o governo se propôs a manter um ambiente de normalidade dos poderes. A governadora licenciada, Roseana Sarney, deve retornar ao Maranhão ainda esta semana, e deverá reassumir o governo em breve.

O vice-governador João Alberto assumiu o cargo no dia 2 de junho, data em que a governadora se internou para uma cirurgia no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Por necessitar se ausentar do Maranhão, na quarta-feira (24) ele transmitiu o comando do Executivo para o presidente da Assembléia, Marcelo Tavares.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Aumenta pressão contra Sarney

Senadores defenderam ontem o afastamento de José Sarney da Presidência do Senado. O primeiro foi o também peemedebista Pedro Simon (RS), que afirmou que a saída de Sarney não significaria "autoculpa", mas um "ato de grandeza". "O presidente Sarney deve se afastar. Para o bem dele, de sua família, de sua história", disse. "Antes que a saída dele fique insustentável", complementou.

Simon disse que, como presidente da Casa, Sarney não pode responder questões do "neto, do mordomo, do diretor que ele criou e manteve por 14 anos", referindo-se às revelações feitas nas últimas semanas. Foram na mesma linha de Simon os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP), Marisa Serrano (PSDB-MS) e Cristovam Buarque (PDT-DF). "

As nomeações políticas nos gabinetes do grupo liderado pelo senador José Sarney (PMDB-AP) mostra pelo menos nove novos casos de aparelhamento envolvendo o clã. Os dados estão disponíveis desde anteontem na página do Senado na internet.

Principal "faz-tudo" da família em Brasília, o ex-deputado Chiquinho Escórcio empregou sua mulher, Alba Leide Nunes Lima e sua filha, Juliana. Alba trabalha desde março de 2008 no gabinete pessoal de Sarney. Juliana acaba de ganhar uma nomeação no gabinete do senador Mauro Fecury (PMDB-MA), que assumiu a vaga deixada por Roseana Sarney (PMDB), que assumiu o governo do Maranhão. Escórcio também está de emprego novo. Foi nomeado por Roseana representante do governo em Brasília, cargo com status de secretário estadual.

A assessoria de imprensa do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirmou que todos os nomeados em seu gabinete são pessoas "extremamente qualificadas". Segundo a assessoria, a advogada Alba Lima, mulher do ex-senador e ex-deputado Chiquinho Escórcio, é responsável por levar as demandas do Estado do Amapá aos órgãos públicos.

Jorge Nova da Costa, suplente de Sarney, governou o Amapá e tem experiência no Ministério da Agricultura e em órgãos como a Sudene, diz a assessoria. O ex-presidente do PMDB do Amapá Raimundo Azevedo Costa cuidaria do trabalho político junto ao Estado que Sarney representa.

Acuado por novas acusações, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse ser vítima de uma "campanha midiática" e relacionou pela primeira vez a atual crise a seu apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em solidariedade, Lula saiu mais uma vez em defesa do aliado, numa estratégia deliberada para tentar evitar a queda do senador.

Em reunião reservada, Lula disse à sua equipe que a ordem é "tentar segurar" Sarney no comando do Senado. Segundo um assessor, a renúncia ou até mesmo um pedido de licença seria "péssimo" para o governo no momento. Para ajudar Sarney em sua guerra pela sobrevivência política, Lula vai conversar nos próximos dias com líderes governistas e passar sua orientação de montar uma blindagem em torno do senador.
Folha de São Paulo

TSE cassa governador do Tocantins

BRASÍLIA - O Tribunal Superior Eleitoral cassou, por unanimidade o mandato do governador de Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), e de seu vice, Paulo Sidnei Antunes (PPS). O TSE julgou um processo no qual os dois foram acusados de abuso de poder, compra de votos e uso indevido dos meios de comunicação social nas eleições de 2006.

Apesar de a defesa do governador e do vice ter sustentado que não existiam provas das supostas irregularidades, o relator da ação no TSE, ministro Felix Fischer, concluiu que ocorreu abuso de poder político na campanha de Miranda pela reeleição e que, por esse motivo, o governador deveria ser cassado.

Os problemas teriam ocorrido por meio da criação de cargos e nomeações de pessoas para funções públicas com o objetivo de favorecer a campanha de Miranda e seu vice. O ministro também entendeu que ocorreram irregularidades na doação de 4,5 mil lotes para pessoas carentes.

Na ação julgada pelo TSE, o segundo colocado na eleição de 2006, Siqueira Campos, alegou que o governador usou o programa social estadual "Governo Mais Perto de Você" para distribuir bens e brindes como casas, 80 mil óculos, cortes de cabelo, cestas básicas, sementes, consultas médicas, entre outros.

Miranda é o terceiro governador cassado pelo TSE neste ano. Antes dele, o tribunal cassou os governadores da Paraíba, Cassio Cunha Lima, e do Maranhão, Jackson Lago.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Morreu Hoje aos 50 anos Michael Jackson

Michael Jackson teve uma trajetória tão brilhante quanto controversa. Se alguns aspectos de sua história são mais do que polêmicos, outros o colocam em um patamar próximo da genialidade. Em agosto do ano ano passado, o rei do pop completou 50 anos.

Dois mil e oito coincidiu ainda com outro aniversário importante: o de 25 anos do sucesso de “Thriller”, o álbum mais vendido da história. Apesar de lançado no final de 1982, o disco dominou todo o ano seguinte com o seu êxito avassalador. Com ele, Michael Jackson vendeu cerca de 100 milhões de cópias no mundo todo, além de ter faturado oito prêmios Grammy e inúmeros discos de platina.

Uma das coisas que mais me orgulho na vida, é de ter vivido os anos 80 e 90, decadas de várias mudanças e descobertas. Uma delas sem dúvida foi poder, mesmo de longe e em circunstâncias adversas, ver brilhar Michael Jackson.

Congresso Nacional se mobiliza em favor do diploma de jornalista

Senadores e deputados federais estão se mobilizando em prol do diploma de jornalista. Porém, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, disse que a decisão que derrubou a obrigatoriedade do título para o exercício da profissão é irreversível. De acordo com Mendes, não há possibilidade do Congresso Nacional regular a questão, porque a matéria decorre de uma interpretação do texto constitucional. “Não há solução para isso”, afirmou nesta terça-feira, 23, conforme o Comunique-se.
Mendes se declarou um “defensor radical” da liberdade de imprensa e, também, se disse favorável à formação profissional, entretanto, considera o curso limitado. “As pessoas têm que se formar. Eu disse até que talvez não se exija daqui a pouco para se empregar como jornalista apenas o curso de jornalismo, mas talvez formação em direito, formação em outras áreas, medicina, ou seja lá o que for. Nós, por exemplo, lá no Supremo, continuamos empregando jornalistas", defendeu.

Nos últimos dias, parlamentares começaram a articular ações e medidas com o objetivo de criar uma nova legislação sobre o tema. Na próxima quarta-feira, 1º, o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) apresentará uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que retorna com a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo. Como a exigência foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, a ideia é modificar partes do texto da Carta Magna.

Para que a PEC seja apresentada, são necessárias 27 assinaturas. Até o momento, de acordo com o Comunique-se, Valadares já colheu 30, mas espera que outros colegas assinem o documento. A expectativa é que ao menos 50 senadores apoiem a proposta. A PEC será apresentada à Comissão de Constituição e Justiça. Caso seja aprovada, será levada ao Plenário para votação em dois turnos. Valadares também proporá a realização de uma audiência pública com a participação de sindicatos trabalhistas e patronais, a ABI, a OAB, Ministério Público, além do próprio STF.

Na tarde desta quarta-feira, 24, a Câmara dos Deputados aprovou requerimento, de autoria do deputado Miguel Corrêa (PT-MG), para realizar uma audiência pública sobre decisão do STF. O deputado diz respeitar a decisão do Supremo, mas defende que a Câmara está cumprindo o seu papel. “É uma posição do ministro do Supremo e eu respeito inteiramente. Agora, é óbvio também que isto não impede a Casa Legislativa de manter os seus trabalhos. Aqui no Congresso, nós temos outro entendimento", afirmou Corrêa sobre a declaração dada pelo presidente do STF, Gilmar Mendes, de que a decisão é irreversível.
fonte: Coletiva.net

Simon pedirá afastamento de Sarney da Presidencia

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) vai pedir na tarde hoje, no plenário do senado, que o presidente da Casa, José Sarney, se licencie ou se afaste definitivamente do cargo. Para Simon, José Sarney “está sem condições de continuar presidindo o Senado”.
Para o senador gaúcho o afastamento de Sarney é “um pensamento crescente entre os senadores”. Segundo ele a cada dia surgem mais denúncias envolvendo familiares do presidente do senado, o que compromete as condições para que ele continue a exercer o cargo e a participar do processo de investigação.

Há alguns dias, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) vem pedindo o afastamento de Sarney por 60 dias para facilitar as investigação de irregularidades administrativas na Casa.
O PSOL informou que vai entrar com representação no Conselho de Ética do Senado contra contra Sarney e contra os ex-presidentes Renan Calheiros (PMDB-AL) e Garibaldi Alves (PMDB-RN). Internamente, o PSOL discute se as representações serão protocoladas nesta quinta-feira, 25, como defende Heloisa Helena, ou se na próxima semana.
Agencia Brasil/estadão

Manifestantes protestam contra Presidente do STF

O movimento "Saia, Gilmar" promoveu ato de protesto ontem (24) à noite na Praça dos Três Poderes, em Brasília, contra o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. A mobilização dessa vez teve como alvo a decisão do Supremo de acabar com a exigência do diploma de jornalista para o exercício da profissão.


Congresso em Foco

José Sarney continua no "Olho do Furacão"

O Estado de São Paulo

Alvo de investigação da Polícia Federal, o esquema do crédito consignado no Senado inclui entre seus operadores José Adriano Cordeiro Sarney - neto do presidente da Casa, o senador José Sarney (PMDB-AP). De 2007 até hoje, a Sarcris Consultoria, Serviços e Participações Ltda, empresa de José Adriano, recebeu autorização de seis bancos para intermediar a concessão de empréstimos aos servidores com desconto na folha de pagamento.

O neto de Sarney disse que seu "carro-chefe" no Senado é o banco HSBC. Indagado sobre o faturamento anual da empresa, ele resistiu a dar a informação, mas depois, lacônico, afirmou: "Menos de R$ 5 milhões." A intermediação de empréstimos consignados se transformou numa mina de dinheiro nos últimos anos. Trata-se de um nicho de negócio que, no Senado, virou propriedade de familiares dos donos do poder.

A PF investiga suspeitas de corrupção e tráfico de influência envolvendo o negócio. Filho mais velho do deputado Zequinha Sarney (PV-MA), José Adriano abriu a empresa quatro meses depois de o então diretor de Recursos Humanos da Casa, João Carlos Zoghbi, inaugurar a Contact Assessoria de Crédito, que ganhou pelo menos R$ 2,3 milhões intermediando empréstimos junto a grandes bancos.

A Sarcris começou a funcionar em 26 de fevereiro de 2007. Na Receita Federal, foi registrada como "correspondente de instituição financeira", à semelhança da empresa montada por Zoghbi. Além do HSBC, a empresa do neto de Sarney foi autorizada a operar em nome dos bancos Fibra, Daycoval e CEF. Finasa e Paraná Banco também chegaram a credenciar a Sarcris, mas cancelaram depois o acordo.

Pintou cadeia no São João

O diretor do Boi Pintado foi detido na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente. Ele teria desrespeitado à decisão judicial que proibiu a apresentação da brincadeira. A prisão foi determinada pelo juíz, José Américo Costa.

Há dois dias, o magistrado determinou a suspensão da brincadeira por solicitação do Ministério Público. O motivo, de acordo com a Justiça, é a exposição de menores com os bustos à mostra, apenas pintados.

Silvio Serra foi à DPCA para apresentar um documento com a autorização dos pais para que as adolescentes participem da dança, quando foi surpreendido com o mandado de prisão. Segundo o juiz José Américo, Silvio Serra teria declarado várias vezes que o grupo continuaria se apresentando.

Segundo Silvio, ele teria sido vitima de uma armadilha. O diretor do Boi Pintado foi à DPCA com um documento, onde segundo ele, lhe daria direito de continuar com as apresentações, só que foi surpreendido com a detenção. Sílvio também teria oferecido CD's da brincadeira para o Juiz e Promotor da Infância, que interpretaram a atitude como provocação e desrespeito.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

AMPEM repudia declaração de Ricardo Murad sobre participação de membros do MP em suposta máfia da saúde

A presidente da Associação do Ministério Público do Estado do Maranhão (Ampem), Fabíola Fernandes Ferreira, divulgou uma Nota Pública por meio da qual contesta as declarações do secretário de saúde do estado, Ricardo Murad, sobre o envolvimento de membros do MP maranhense em uma suposta máfia da saúde. Ao mesmo tempo, a Ampem reafirmou o seu apoio ao trabalho desenvolvido por todos os promotores e procuradores de justiça do Maranhão.

Na opinião da presidente da AMPEM, as declarações do secretário tiveram por objetivo denegrir a imagem do Ministério Público, que respaldado pela Constituição, vem agindo no sentido de garantir que cidadãos maranhenses tenham acesso aos mais variados serviços de saúde, que devem ser oferecidos pelo Estado. “Não se pode admitir que a ausência de políticas públicas na área da saúde faça com que o cidadão não tenha amparo aos seus direitos”, diz a nota.

A presidente da Ampem lamentou a postura do secretário de saúde, já que centenas de cidadão para terem acesso ao Sistema Único de Saúde têm que recorrer à Justiça, ainda que seja obrigação do Estado e Município promoverem uma saúde de qualidade. “O Ministério Público do Maranhão, instituição permanente, continuará a agir preventivamente e repressivamente na defesa dos maranhenses, cabendo ao Estado interpor recursos das decisões que entenderem adequadas”, afirma a presidente da Ampem no documento.

Para o promotor de justiça da Saúde, em São Luís, Herbeth Figueiredo, o que o secretário pretende é eximir o Estado da responsabilidade de oferecer os benefícios aos seus usuários. “Ele deveria declinar o nome dos membros do Ministério Público que integram a tal máfia”, desafiou Herbeth Figueiredo.

Na opinião do promotor de justiça o problema é de administração dos recursos e não do Ministério Público, que busca assegurar os direitos dos cidadãos. “Ele (o secretário) está cortando benefícios dos usuários para aplicar em obras desnecessárias e, ainda, tirar sua responsabilidade e jogar para o município”, criticou.
Veja a íntegra da nota pública:
Nota Pública

A ASSOCIAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO- AMPEM, no uso de suas atribuições estatutárias, vem a público externar seu repúdio ao conteúdo das manifestações proferidas pelo Secretário de Saúde, Ricardo Murad publicadas no Jornal o Estado do Maranhão, edição de quarta-feira, dia 24 de junho de 2009, ao tempo em que reafirma seu apoio ao trabalho desenvolvido por todos os promotores e procuradores de justiça do Maranhão.

Entendemos não ser admissível no Estado Democrático de Direito, que o Executivo, por intermédio de um dos seus Secretários de Estado queira atingir e denegrir a imagem do Ministério Público, conforme as acusações proferidas na matéria jornalística RICARDO MURAD DENUNCIA SUPOSTA MÁFIA NA SAÚDE¨. Os membros do Ministério Público maranhense atuam dentro dos limites constitucionais e da Lei Complementar n.°013/91, agindo na defesa de todos os cidadãos, tendo como um dos objetivos de sua atuação a defesa intransigente dos interesses sociais e individuais indisponíveis.

A Constituição Federal traz em seu art. 3° como um dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil a erradicação da pobreza e da marginalização, reduzindo as desigualdades sociais e regionais. Neste contexto, os promotores de justiça agem garantindo a toda população, através da instauração de inquéritos civis, procedimentos administrativos, expedição de recomendações e interposições de ações civis e cautelares, o cumprimento do artigo 196 da Carta Política, buscando a garantia à saúde, por ser dever do Estado e do Município. Não se pode admitir que a ausência de políticas públicas na área da saúde faça com que o cidadão não tenha amparo aos seus direitos. Quando a Constituição Federal dispõe, que é um direito o acesso à saúde, o Ministério Público atua sempre em todos os casos garantindo aos homens e mulheres deste Estado o acesso a hospitais qualificados, tratamentos e remédios adequados, bom atendimento por profissionais da área da saúde e internações quando necessárias.

Lamentamos a postura do senhor Secretário de Saúde, quando em suas declarações tenta desqualificar o acesso dos cidadãos aos promotores de justiça. Lamentamos isto sim, que os cidadãos para ter acesso ao Sistema de Saúde tenham que recorrer a Justiça, pois cabe ao Estado e ao Município promover uma saúde de qualidade, com hospitais preparados, postos de saúde nos bairros, atendimento rápido e eficaz sem filas de espera, fornecimento de medicamentos, maior número de leitos de internação e profissionais médicos.

O Ministério Público do maranhão, instituição permanente, continuará a agir preventivamente e repressivamente na defesa dos maranhenses, cabendo ao Estado interpor recursos das decisões que entenderem adequadas, e não atingir a honra e moral dos Membros do Ministério Público e de todos os profissionais que atuam na área. Ao cidadão o direito de livre acesso aos membros do Ministério Público, seja promotor ou procurador de justiça, quando seus direitos forem violados.


Fabíola Fernandes Faheina Ferreira
Presidenta da AMPEM

São Luís está incluida no Pronaci

O prefeito de São Luís, João Castelo, e o ministro da Justiça, Tarso Genro, assinaram, hoje, em Brasília, o termo de adesão do município de São Luís ao Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Em todo o país, já estão integrados de forma plena no Pronasci 17 estados e somente 87 municípios.

A partir de agora vários projetos do municipio, na área de segurança serão colocados para apreciação do Ministério da Justiça e que devem resultar na liberação de recursos ainda este ano para a área.

Este ano apenas três cidades conseguiram se habilitar ao programa: São Luís, Aracaju e Foz do Iguaçu.

O (Pronasci) é uma iniciativa do Governo Federal no enfrentamento à criminalidade no país. O projeto articula políticas de segurança com ações sociais; prioriza a prevenção e busca atingir as causas que levam à violência, sem abrir mão das estratégias de ordenamento social e segurança pública.

O governo federal investirá no programa R$ 6,707 bilhões até o fim de 2012.

Falar é facíl?1...

O Ministério Público deu 10 dias para que o Secretario de Saúde do Estado, Ricardo Murad, explique a falta de medicamentos na Farmácia Estadual de Medicamentos Excepcionais (Feme).

A Promotoria de Saúde quer saber por que estão faltando os medicamentos Glivec 100mg e 400 mg, utilizados no tratamento de pacientes de leucemia. A Feme é administrada pela secretaria de Saúde do Estado.

O que motivou a ação do Ministério Público foi uma representação formulado por pacientes e familiares, que necessitam do medicamento. Segundo eles, o secretário Ricardo Murad mandou suspender a compra dos medicamentos, alegando irregularidades nos processos de licitação. Só que os pacientes não podem esperar.

O secretário tem mostrado muita determinação para apontar má gestão dos outros. Tudo bem que a gatunagem e irresponsabilidade na aplicação de recursos públicos, destinados ao povo no estado, até onde se sabe, é pratica comum há muito tempo e motivada pela impunidade.

O "Tratorzão" precisa entender sua atual posição. Ele não está mais na Assembléia livre pra dizer quem faz ou não, rouba ou não, poderia fazer ou deixar de fazer e muito menos quem é competente ou não.
O secretário, Ricardo Murad, deveria resolver os problemas existentes a muito tempo no setor de Saúde do Estado, cujo afirmou várias vezes conhecer. Afinal o secretário se considera o único maranhense preparado e capaz de resolver todos os problemas do Maranhão.
  • Um caixa de Glivec chega a custar R$ 11 mil (400 mg) e R$ 5,6 mil (100 mg), o que inviabiliza o uso para os pacientes, sem que a distribuição seja feita pela Feme, como vinha ocorrendo.

terça-feira, 23 de junho de 2009

São Luis gonzaga e Cajarí serão os proximos a serem atendidos com ação em favor dos desabrigados

Os municípios de São Luís Gonzaga e Cajari vãoreceber assistência, nas áreas social e de saúde, pelo Comitê Gestor das Ações Emergenciais em apoio aos atingidos pelas enchentes no Maranhão. A assistência é desenvolvida entre as Secretarias de Estado, da Saúde e Desenvolvimento Social, Defesa Civil estadual e Prefeituras Municipais.

Os municípios selecionados são os que foram mais atingidos pelas enchentes. A ação social é realizada durante todo o dia, das 8h às 18h, promovendo assistência médica (consultas e entrega de medicamentos) e odontológica (entrega de kits de higienizarão bucal), vacinação, palestras educativas, assistência social e psicológica.

No último fim de semana, o trabalho foi desenvolvido nos municípios de Arari e Vitória do Mearim. Cerca de três mil pessoas foram atendidas em cada município.

"Jogando a sujeira para debaixo do tapete!?.."

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de por fim a obrigatoriedade do diploma de jornalista, parece que mexeu com a cabeça do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele agora está se sentido o próprio pauteiro da Imprensa Nacional . E resolveu dizer qual seria a principal noticia de hoje.
Segundo o Presidente Lula, o país deveria ter acordado com a noticia do aumento do emprego e não com os escândalos no Senado. "Em uma crise como essa, o aumento de mais de cem mil empregos é uma coisa (positiva), mas a manchete é o emprego no Senado. É uma perda de valor", disse Lula ao participar da cerimonia de lançamento do projeto de revitalização da zona portuária do Rio de Janeiro.

O Presidente Lula, apesar da popularidade ainda em alta, tem dado algumas declarações infelizis que poderiam ter reflexos negativos direto na opinião pública. Mas ele sabe que está no Brasil, "o paíz do faz de conta".
O presidente deve ter confundido jornalismo com publicidade ao criticar jornalistas e as manchetes dos jornais nesta terça-feira. Os empregos aos quais se referia foram criados a partir de uma ação de governo e acompanhados através de levantamentos do Ministério do Trabalho. Nada mais que a obrigação.

Já os empregos que a imprensa vem denunciando foram criados através de "atos secretos" para beneficiar familiares, amigos, correlegionários e bajuladores do poder. Toda essa farra às custas das pessoas "comuns" desse país, que ainda bem, são a grande maioria.
Na semana passada Lula, também criticou a imprensa no que chamou de "onda de denuncismo" e afirmou que não sabe a quem interessa esses ataques ao legislativo. Não satisfeito aproveitou para defender o presidente do Senado, José sarney, ao afirmar que ele não pode ser tratado como uma pessoa "comum". O presidente Lula, deve ter um motivo muito forte para fazer tal declaração.

De acordo com as denuncias pelo menos, sete pessoas ligadas ao Presidente do Senado, teriam sido beneficiadas com os tais "atos secretos".

Plenário pode votar repasse a municipios

A transferência de R$ 1 bilhão ao Fundo de Participação dos Municípios, é o destaque da pauta do Plenário, para hoje. Também poderão ser analisadas outras 21 matérias, entre projetos de lei e propostas de emenda à Constituição.

A MP 462/09 não tranca os trabalhos. A sua análise tem sido adiada, mediante acordo de líderes, para que outros projetos possam ser aprovados.

O repasse ao FPM vale para este ano e deve cobrir as diferenças entre o que foi transferido em 2008 e o calculado para 2009.O objetivo é reduzir as dificuldades enfrentadas pelos municípios devido à queda da arrecadação dos tributos que compõem o fundo, afetada pela crise econômica.


Agencia Câmara

Jugalmento de Policiais Rodoviários foi adiado

O julgamento dos policiais rodoviários federais JOSÉ DE SOUZA ALVES, JOÃO DE JESUS PENHA RIBEIRO, JOÃO COSTA VELOSO FILHO e ITAMAR IRIA RAPOSO pelo Tribunal do Júri foi adiado para o dia 20 de julho de 2009, às 08:30h, no auditório Padre Antônio Vieira, no prédio da Justiça Federal no Maranhão.
O advogado dos acusados, Jamilson Mubárack, justificou a ausência dizendo estar acometido de doença, necessitando de (oito) dias de repouso.
Os Policiais são acusados de terem assassinado Vanderley Alves Pinheiro e Vanderley Alves Pinheiro Filho, no município de Santa Inês, em 16 de maio de 1990. O crime teria acontecido logo após uma abordagem na barreira policial.

Governo continua a deriva na Assembléia...

Completamente alheia aos debates na Assembleia, a bancada governista continua batendo cabeça. Enquanto isso a de oposição reduzida de fato, a poucos deputados que se atrevem à mostrar posição na Assembléia Legislativa está deitando e rolando.
O deputado Edivaldo Holanda, agora líder de oposição, cobrou na Assembleia, um programa de ações do governo estadual para manter o crescimento do estado. E a cobrança do deputado foi atacando, segundo ele, o governo está errando por demais. Para Holanda, o grupo sarney teria feito de tudo para retomar o governo do estado, tanto que conseguiu. Agora o grupo estaria como "cachorro em dia de mudança", perdido!.

Pelo menos dois aspectos chamam à atenção, em meio esse momento político no estado e o reflexo na Assembleia legislativa. O primeiro é a postura dos deputados governistas que ignoram o debate, talvez por falta de interesse ou liderança e outro é o natural crescimento do discurso da oposição, que talvez se tivesse essa mesma contundência e desenvoltura, o governo cassado de Jackson Lago teria evitado muito desgaste, que certamente favoreceram às condições para tal cassação.

É o exemplo claro da velha máxima "uma coisa é ser pedra outra é vidraça". Bom seria se o objetivo principal dos nossos representantes fosse o povo.

Dificilmente o atual governo realizará alguma ação de grande destauque ao longo desse resto de governo. A classe política está focada neste momento é em criar as condições para que eles garantam no ano que vem seus mandatos. O povo é que espere.

37 senadores dos principais partidos podem estar envolvidos com "Atos Secretos"

Os atos secretos beneficiou ou obteve a chancela de pelo menos 37 senadores e 24 ex-parlamentares desde 1995. Não há distinção partidária - PT, DEM, PMDB, PSDB, PDT, PSB, PRB, PTB e PR têm representantes na lista.

São senadores que aparecem como beneficiários de nomeações em seus gabinetes ou que assinaram atos secretos da Mesa Diretora criando cargos e privilégios. A existência de tantos nomes indica que a prática dos boletins reservados era bem conhecida.

Os nomes dos parlamentares surgiram nos atos publicados nos últimos 30 dias, mas com data da época a que se referem. A quantidade pode ser ainda maior, com a evolução das investigações na Casa. A Mesa Diretora receberá hoje o relatório final da comissão que descobriu cerca de 650 boletins secretos.

O documento apontará indícios de sigilo intencional em boa parte dessas medidas. A investigação revela que a prática de esconder decisões envolveu todos os presidentes e primeiros-secretários que passaram pelo Senado desde 1995. O corregedor Romeu Tuma (PTB-SP) aparece na relação. O atual primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), responsável pela comissão que levantou os atos, também está no grupo dos parlamentares com cargo na Mesa que referendaram parte dos atos secretos. A publicação dos boletins revela como os cargos nos gabinetes eram usados pelos ex-diretores Agaciel Maia (Diretoria-Geral) e João Carlos Zoghbi (Recursos Humanos).

Em março de 2007, um ato secreto transferiu Lia Raquel Vaz de Souza do gabinete de Demóstenes Torres (DEM-GO) para o de Delcídio Amaral (PT-MS). Ela é parente de Valdeque Vaz de Souza, um dos principais assessores de Agaciel. Delcídio e Demóstenes informaram ontem desconhecer essa funcionária.Outro ato, este com data de 6 de dezembro de 1996, foi publicado somente no último dia 1º . Trata do controle de frequência dos servidores dos gabinetes. É assinado pelo então presidente, José Sarney (PMDB-AP), e integrantes da Mesa Diretora da época, entre eles Renan Calheiros (PMDB-AL) e Ney Suassuna (PMDB-PB). Em 1998, a Mesa comanda pelo então por Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA) - morto em 2007 - assinou, em sigilo, a criação de oito cargos de confiança.

Cinco anos depois, novamente com Sarney, outros 25 cargos foram criados sigilosamente. Sob o comando de Renan Calheiros (PMDB-AL), cada um dos 81 gabinetes ganhou, em 21 de fevereiro de 2005, mais sete cargos de confiança com um salário de R$ 9,9 mil.

Em 2003, a Mesa presidida pelo falecido senador Ramez Tebet (PMDB-MS) aprovou, também por meio de ato secreto, a criação de 42 cargos de confiança para a Diretoria-Geral, então nas mãos de Agaciel Maia. Dois atuais senadores assinam o documento: Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) e Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR).

O senador licenciado e ministro de Minas Energia, Edison Lobão (PMDB-MA), aparece em documentos com nomeação de parentes. Outro ministro e senador licenciado usou o ato secreto para dar emprego. Hélio Costa (Comunicações) abrigou por cinco anos um repórter de uma rádio de Minas em seu gabinete.

Senadores beneficiados por atos secretos:

Aldemir Santana (DEM-DF); Antonio Carlos Júnior (DEM-BA); Augusto Botelho (PT-RR); Cristovam Buarque (PDT-DF); Delcídio Amaral (PT-MS); Demóstenes Torres (DEM-GO); Edison Lobão (PMDB-MA); Efraim Moraes (DEM-PB); Epitácio Cafeteira (PTB-MA); Fernando Collor (PTB-AL); Geraldo Mesquita (PMDB-AC); Gilvam Borges (PMDB-AP); Hélio Costa (PMDB-MG); licenciado (ministro)João Tenório (PSDB-AL); José Sarney (PMDB-AP); Lobão Filho (PMDB-MA); Lúcia Vania (PSDB-GO); Magno Malta (PR-ES); Marcelo Crivella (PRB-RJ); Maria do Carmo (DEM-SE); Papaléo Paes (PSDB-AP); Pedro Simon (PMDB-RS); Renan Calheiros (PMDB-AL); Roseana Sarney (PMDB-MA); ASérgio Zambiasi (PTB-RS); Serys Slhessarenko (PT-MT); Valdir Raupp (PMDB-RO); Wellington Salgado (PMDB-MG); Senadores que assinaram atos secretos quando integravam a Mesa Diretora da Casa Antonio C. Valadares (PSB-SE); César Borges (PR-BA); Eduardo Suplicy (PT-SP); Garibaldi Alves (PMDB-RN); Heráclito Fortes (DEM-PI); Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR); Paulo Paim (PT-RS); Romeu Tuma (PTB-SP); Tião Viana (PT-AC).

O Estado de São Paulo

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Cristovão quer que Sarney se afaste do senado para que providencias sejam tomadas

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) propôs hoje que o presidente da Casa, José Sarney, tire uma licença de 60 dias a fim de que o vice-presidente do Senado, Marconi Perillo adote as medidas necessárias à resolução dos problemas administrativos enfrentados pela Casa.


Na avaliação de Cristovam, Sarney tem atuado de maneira lenta no enfrentamento da crise, não correspondendo às expectativas da população.
Agencia Senado

Operação Manzuá fez outro "arrastão" no final de semana

A Operação Manzuá fechou 30 quiosqui e bares, neste final de semana. Na litoranea foram fechados o bar do Nelson e oPirata), os dois tiveram suas licençasa cassadas por não cumprirem o horário de funcionamento estabelecido. O terceiro bar fechado na operação no final de semana, na litorânea foi o Adventure Beach Bar, que não possuía as licenças necessárias para o funcionamento.

Na mesma situação estavam o GG Lanches e Espertinho, na Cohama, que também foram fechados. Será instaurado um procedimento investigatório para averiguar como esses estabelecimentos funcionaram por tanto tempo irregularmente. O Ministério Público quer saber se houve conivência de algum órgão para que essa situação acontecesse. Já no São Cristóvão foi fechado o bar Ritmo da Ilha. O estabelecimento foi reprovado pelo Corpo de Bombeiros por não oferecer as condições mínimas de segurança para os freqüentadores.

Na Ponta D’Areia foram fechados 25 quiosques. Apesar de só terem licença para venda de água de coco, os estabelecimentos estavam comercializando alimentos e bebidas alcoólicas. Além disso, não havia licenças da vigilância sanitária, prefeitura ou Corpo de Bombeiros. Amanhã os Promotorias de Justiça participantes da Operação Manzuá irão se reunir com os proprietários de quiosques para tratar do assunto. O objetivo da reunião é esclarecer os procedimentos que devem ser adotados para a regularização da atividade.

Senador quer a imediata demissão de diretores

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (PSDB-AM), fez duras críticas da tribuna do plenário à alta cúpula administrativa da Casa, principalmente aos ex-diretores Agaciel Maia (Diretoria-Geral) e João Carlos Zoghbi (Secretaria de Recursos Humanos). Referindo-se à “quadrilha de ladrões” que teria tomado o poder decisório na instituição, Virgílio disse que Agaciel deveria “ser preso” em razão das ações irregulares que têm vindo à tona desde o início do ano.

“Ele [Agaciel] precisa ser preso. Precisa ser demitido e preso. O que eu quero já está claro: demiti-lo, e vê-lo preso, se possível”, disse Virgílio, para quem a direção do Senado está tomada por “figuras pérfidas, que não condizem com o serviço público”.

O discurso de Virgílio foi em tom de alerta ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Virgílio disse que, se Sarney não rompesse a ligação que teria com Agaciel e Zoghbi, tomaria atitudes além do discurso.

“Se vossa excelência não romper com essa camarilha, não terá mais condições de comandar esta Casa. Se romper, me terá ao seu lado”, disse Virgílio, acrescentando que, se fosse preciso, recorreria ao Conselho de Ética do Senado contra Sarney para “moralizar” a administração da Casa. “Quem tem de sobreviver é a instituição Senado Federal.”

O caso dos atos administrativos secretos, beneficiaram, além de parlamentares, servidores, parentes, amigos e aliados políticos. Tendo sido emitidos desde 1998 pela alta direção da Casa, os documentos não eram veiculados no Boletim Administrativo do Senado, como determina a lei, e serviram para propósitos diversos – entre eles a nomeação de "espião" no conselho de Ética e contratação de parentes do próprio Sarney.

“São as páginas mais nojentas da história deste Parlamento”, disse Virgílio.

Técnicos da comissão de sindicância designados pela Primeira-Secretaria descobriram que a maioria dos atos sigilosos foi assinada pelo então diretor-geral adjunto e atual diretor-geral, Alexandre Gazineo, e podem chegar a mil. Tanto Agaciel quanto Zoghbi pertencem ao grupo político de Sarney no Senado. Está previsto para amanhã a apresentação de um relatório com as conclusões da comissão sobre os atos secretos, entre outros desmandos administrativos.

“Tenho certeza que há muita perfídia nesses dados”, disse Virgílio.

Congresso em Foco

sábado, 20 de junho de 2009

Mordomo de Roseana também é pago pelo senado

O Congresso abriga mais um exemplo ilustrativo do uso de dinheiro público para bancar despesas privadas da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O mordomo da casa de sua filha, Roseana Sarney, ex-senadora e atual governadora do Maranhão, é um servidor pago pelo Senado.

Amaury de Jesus Machado, de 51 anos, conhecido como "Secreta", é funcionário efetivo da instituição. Ganha, com gratificações, em torno de R$ 12 mil. Deveria trabalhar no Congresso, mas de 2003 para cá dá expediente a sete quilômetros dali, na residência que Roseana mantém no Lago Sul de Brasília.

"Secreta" é uma espécie de faz-tudo, quase um agregado da família. Cuida dos serviços de copa e cozinha, distribui ordens aos funcionários e organiza as recepções que Roseana promove quando está na cidade. Na manhã de ontem, o Estado procurou o servidor na casa da governadora. O empregado que atendeu informou que ele estava há dez dias em São Paulo, acompanhando Roseana.
Ela ficou até ontem na capital paulista, onde passou por cirurgia para retirada de aneurisma.A reportagem falou por telefone com outros funcionários da casa e com amigos da família, que confirmaram a lotação privada do servidor. Ontem, por telefone, a governadora descreveu as funções de Machado assim: "Ele é meu afilhado. Fui eu que o trouxe do Maranhão. Ele vai à casa quando preciso, uma duas ou três vezes por semana. É motorista noturno e é do Senado. E lá até ganha bem."
fonte: O Estado de São Paulo

Em nota, OAB critica Lula e Sarney

Reunidos em Maceió, os presidentes de seccionais estaduais da Ordem dos Advogados do Brasil divulgaram uma “nota de repúdio aos escândalos do Senado”. A nota foi assinada pelos 27 presidentes dos estados e do Distrito Federal, além do presidente nacional da entidade, Cezar Britto.

O manifesto da OAB é dirigido ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que subiu à tribuna do plenário para se eximir da culpa pela crise que abala a instituição desde sua terceira posse na presidência, em fevereiro.
Abaixo a nota:
"O Colégio de Presidentes da OAB, reunido em Maceió (AL), manifesta sua indignação e perplexidade em face dos sucessivos escândalos que envolvem a administração do Senado Federal, desacreditando-o perante a opinião pública.

Mais que isso, repudia os termos do pronunciamento feito por seu Presidente, José Sarney, da tribuna do Senado, quando procurou eximir-se de responsabilidades; igualmente lamenta a manifestação do Presidente da República quando disse que "... eu penso que o Sarney tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como uma pessoa comum".

O Senado Federal, lamentavelmente, está envolto em graves acusações que pesam sobre a instituição. E são acusações que chocam a nação, tais como nepotismo, peculato, atos secretos e inconstitucionais, recebimento indevido de recursos públicos, entre outros.

Em face disso, o Colégio de Presidentes da OAB se associa às veementes manifestações de repúdio da sociedade brasileira e clama por providências reparadoras imediatas, que propiciem ampla investigação.

Sem um Legislativo forte e respeitado, a democracia corre riscos. E é em sua defesa que tais providências - imediatas e inapeláveis - são exigidas pela sociedade brasileira.
Maceió, 19 de junho de 2009".
  • O fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo para exercer a profissão, foi outro tema discutido no encontro. Para o presidente nacional da OAB, Cezar Britto, a decisão "concedeu um habeas corpus para o mau profissional". "Um profissional como o jornalista precisa ser qualificado, já que o ofício exige qualificação ética e técnica. O diploma dá isso. O entendimento do ministro é uma interpretação equivocada da liberdade de expressão", afirmou Britto. Os 27 membros lamentaram a decisão do STF e defenderam a manutenção da exigência do diploma de jornalismo. "Não me lembro outra decisão tão desastrada do STF como esta. Se for assim, um juiz para atuar precisa apenas do bom senso. Será que por conta disso ele deveria não estudar? Realmente esta decisão foi um absurdo", assegurou o presidente da OAB de Alagoas, Omar Coelho.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

A fogueira das esperanças!?..

O setor de Segurança Pública foi um dos mais criticados do governo cassado de Jackson Lago. As denuncias foram desde gestão duvidosa de recursos da pasta, falta de controle e apoio das categorias que compoeem o Sistema de Segurança até a suposta incompetência da ex-secretária, Euridici Vidigal.

Passados mais de dois meses do governo roseana a impressão é de agravamento do quadro. O atual Secretário de Segurança Pública, Raimundo Cutrim, que conhece o sistema como poucos, ainda não conseguiu dizer ao que veio. Esse fato pode ser constatado no sentimento de insegurança da população e o aumento da violência no Maranhão.

O governo precisa entender que com Segurança não dar pra se fazer política. O caminho é desenvolver e praticar politicas de segurança a médio e curto prazo. É fato que o Maranhão ainda apresenta um dos menores indicis de violência do país, o que se questiona é até quando.

A insatisfação das entidades que formam o sistema também começam a ser externadas com o novo governo, o Sindicato dos Policiais Civis, está denunciando que teriam levado uma "rasteira" do atual governo, a exemplo das várias que levou do governo da "balaida". Segundo o Sinpol, em reunião no Palácio dos Leões, com o "lider" do Governo, Dep. Chico Gomes, o Secretário de Administração, Luciano Moreira, e o Governador em exercício, João Alberto, ficou acertado que neste mês todos os egressos da academia seriam nomeados, o que gerou grande expectativa na categoria.

De acordo com o Sinpol assinaram todos os atos o Secretario da Casa Civil, o Governador em exercício, faltando apenas o Secretário de Administração, que enrolou até esgotar o seu repertório de desculpas. Já cansados e frustrados um dos egressos da academia, foi comunicado através da Secretária de Administração “que por ordem da Governadora, as nomeações só iriam acontecer em Agosto”, será?.
Hoje no inicio da noite, acontecerá no Comando Geral da Policia Militar, uma grande solenidade com homenagens, condecorações e participação de várias autoridades entre elas o Secretário de Segurança, Raimundo Cutrim e o Governador em exercício, João Alberto. A propósito uma fonte informou ao blog, que foi confeccionado um uniforme da PM e uma boina vermelha, para o governador usar durante a festa.

Mesmo não tendo o que comemorar, a Policia Militar do Maranhão espera ouvir hoje do governador e do secretário de Segurança, o anuncio do reajuste dos seus salários e investimentos merecidos para a "briosa". É bom satisfazer as expectativas dos PMs, do contrário a situação da segurança vai se agravar. Um policial desmotivado é problema dobrado.






É mais fácil através do voto!?...

O Tribunal Superior Eleitoral negou o recurso de Aderson Lago contra decisão do ministro Eros Grau que rejeitou ação proposta por ele contra Roseana Sarney, candidata ao governo do Maranhão em 2006, por abuso de poder econômico e político durante as eleições. Aderson Lago foi candidato a governador do Maranhão naquele pleito.

O relator do processo contra Roseana Sarney é o ministro, Ricardo Lewandowiski. Roseana assumiu o governo em abril, depois da cassação de Jackson Lago. O ministro rejeitou o pedido de Aderson Lago, pelo fato do mesmo, segundo ele, não trazer qualquer fato capaz de afastar a decisão do ministro Eros Grau, relator que o antecedeu.

Aderson Lago alegou no recurso que a candidata Roseana Sarney cometeu abuso de poder econômico e político ao oferecer material de propaganda eleitoral a candidatos da coligação União Democrática Independente em troca de apoio.

Nos autos, consta que o então Partido da Frente Liberal, da candidata, teria efetuado doação de recursos no valor de R$ 168.700,00 para os partidos e candidatos da coligação União Democrática Independente (PSL, PTC e PC do B). Por outro lado, a Procuradoria Geral Eleitoral afirma não ter sido comprovada nos autos a finalidade destes recursos.
Fonte: TSE

Bancada governista na assembléia está perdida

A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, determinou por meio de Resolução Administrativa a regulamentação de todos os cargos de assessoramento nos gabinetes dos deputados. A medida contém 8 artigos e 3 anexos.
Com a Resolução caberá exclusivamente ao deputado titular do gabinete fazer a indicação e solicitar a exoneração do ocupante dos cargos em comissão. Dessa forma todos os cargos de gabinete devem ser indicados pelos parlamentares que estão no exercício do mandato, ou seja, pelo deputado titular do gabinete.
Pode não parecer mais política é coisa séria. E o deputado, Marcelo Tavares, tem demonstrado isso desde que assumiu a presidência da casa. Ontem Marcelo Tavares ao anunciar a nova Resolução Administrativa da Asssembléia, mas uma vez demonstrou habilidade política.
As explicações sobre a Resolução foram feitas logo após o deputado, Manuel Ribeiro, ter cobrado na tribuna os cargos. E para completar o presidente da Assembléia disse que dos quatro deputados que estão no exercício do mandato em substituição a parlamentar ocupante de cargos administrativos, apenas Manoel Ribeiro, tem solicitado a nomeação de assessores. Manoel Ribeiro está substituindo Raimundo Cutrim, atual secretário de Segurança Pública.
A maioria dos suplentes que assumiram a titularidade na assembléia, são da bancada do governo. Talvez se os governistas não tivessem aderiva, esse tipo de manobra em causa propria e com o objetivo de desgastar a direção da casa, poderia ser evitado, até porque pode parecer justa a reivindicação do deputado, Manuel Ribeiro, mas em todos os estados o eleito é o detentor dos cargos. Uma coisa é certa se o governo não definir a liderança do seu bloco na Assembleia a sua bancada vai continuar batendo cabeça. Enquanto isso o bloco de oposição está "deitando e rolando".

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Justiça Federal vai realizar terceiro jurí popular no MA

A Justiça Federal no Maranhão deverá realizar na proxima segunda-feira, 22 de junho, o terceiro Jurí Popular da história da Justiça Federal no Maranhão. No julgamento figurarão como réus os Policiais Rodoviários Federais, José de Sousa Alves, João de Jesus Penha Ribeiro, Itamar Iria Raposo e João Costa Veloso Filho. Os policias são acusados de crimes contra Vanderley Alves Pinheiro e Vanderley Alves Pinheiro Filho, ocorridos no município de Santa Inês, em 16 de maio de 1990.

Conforme o Ministério Público Federal, Vanderley Alves Pinheiro e Vanderley Alves Pinheiro Filho, viajavam em uma D-20, quando foram abordados no posto da Polícia Rodoviária Federal de Santa Inês e, como não apresentaram documento de habilitação, o policial rodoviário federal João Costa Veloso Filho determinou que o carro fosse estacionado ao lado do posto rodoviário e levou os documentos para o chefe de equipe do posto, o policial rodoviário federal Vernes de Paula Carvalho.

Como o policial Vernes decidiu pela retenção do veículo até que fossem exibidas as habilitações, Vanderley Pinheiro passou a dialogar com o policial em uma tentativa de liberar o veículo.

Segundo o MPF, enquanto os dois conversavam, Vanderley Filho desceu do veículo e se dirigiu ao policial Vernes, surgindo um desentendimento entre os dois, Vernes teria desferido um soco no rosto de Vanderley Filho e atirado contra ele, ferindo-o. Vanderley Filho também atirou contra Vernes, que morreu horas depois em um hospital de Santa Inês.

Após a troca de tiros, Vandeley Pinheiro levantou o filho ferido e procurou socorro na BR 316. Perseguidos por policiais rodoviários federais, Vanderley Pinheiro foi morto pelo policial José de Sousa Alves e Vanderley Filho pelo policial João de Jesus Penha Ribeiro.
Fonte: Justiça Federal

O País deve defender o interesse de quem?

A serie de escândalos envolvendo o Senado Federal, denunciados desde a nova posse na presidência de José Sarney, no inicio deste ano, que assume o cargo pela terceira vez, revelou uma espécie de blindagem incondicional ao senador pela classe política. Até Lula resolveu sair em defesa do presidente do senado, que segundo ele “ tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum”.

O problema é que os "comuns", que são a grande maioria no país e mantém os privilégios de parentes e amigos daqueles que estão "acima do bem e do mal", com altos salários, continuam assistindo a onda de escândalos nos três poderes da nação, inertes e sem vislumbrar perspectiva alguma de mudança diante do quadro.

Essa situação privilegiada do senador José Sarney, já era notória, porém foi necessário que ele usasse a tribuna do senado, essa semana, para lembrar aos desavisados que qualquer um pode ser denunciado por envolvimento em "atos secretos" ou coisa que o valha, menos ele. Essa avalanche de denuncias envolvendo a administração do senado, que culminou com os tais "atos secretos" e revelou uma verdadeira farra de nomeações de parentes de políticos que recebiam altos salários pagos pelo povo, só passou a preocupar o presidente do senado quando começou a surgir na lista os nomes dos seus.

Mas contrariando a pratica histórica do protecionismo e favorecimento "secreto" no Brasil, a opinião pública começa a reagir. Um exemplo é o resultado da enquete realizada pelo Jornal O Estado de São Paulo, logo após o pronunciamento do Presidente José Sarney, na última terça-feira, na tribuna do senado. A enquete revelou que 90% dos internautas que participaram, opinaram que a crise no senado pertence sim ao presidente da casa, José Sarney. Apenas 10% concordaram com o senador.

No pronunciamento o senador, José Sarney, tentou se defender das denuncias e se eximir de qualquer envolvimento com os escândalos e responsabilizou todos os senadores pela crise da Casa: "A crise do Senado não é minha, a crise é do Senado. E é essa Instituição que devemos preservar, tanto quanto qualquer um aqui. Ninguém tem mais interesse nisso do que eu, até porque aceitei ser presidente da Casa", disse.

A classe política tem razão quando admite que essa onda de denuncias enfraquece as instituições e principalmente o parlamento, mas as denuncias tem se mostrado consistentes, portanto mais que adotar providencias a curto prazo é necessário que elas sejam feitas com justiça e sem privilégios. A titulo de sugestão as autoridades poderiam buscar inspiração para isso, na opinião pública para estabelecer essas mudanças com justiça social. Até por que "o pau que dar em Chico também dar em Francisco" ou pelo menos deveria ser assim.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

"STF abriu a porteira!?..."

Os ministros do Supremo Tribunal Federal acabaram com a exigência do diploma de curso superior específico para a prática do jornalismo. A decisão ocorreu após análise do mérito do Recurso Extraordinário, movido pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo e pelo Ministério Público Federal. O presidente do STF, Gilmar Mendes, relator do caso, entendeu que o Decreto-lei, editado durante a ditadura militar, afronta a Constituição Federal.

Para o presidente da corte, ministro Gilmar Mendes existem profissões que podem trazer prejuízo à sociedade se não houver formação específica, o que não acontece, na avaliação dele, com o jornalismo. "O jornalismo é uma profissão diferenciada por causa da proximidade com a liberdade de expressão. Os jornalistas se dedicam profissionalmente ao exercício da liberdade de expressão", afirmou o ministro relator.Gilmar Mendes disse também que o Estado não está legitimado pra exercer limitações ao exercício profissional. Na visão do ministro, o decreto cercearia o direito ao trabalho e ao acesso à liberdade de expressão.

O ministro Marco Aurélio Mello, único a votar contra o recurso, disse que em 40 anos, a sociedade se organizou em torno da obrigatoriedade do diploma. Ele advertiu que, com a derrubada do decreto, passaremos a ter jornalistas com graduação diversas. "Teremos jornalistas de nível médio e até de nível fundamental", afirmou. Ele apontou que o jornalista deve ter uma formação básica que viabilize a atividade profissional que repercute na vida dos cidadãos em geral. "É possível o erro na medicina, no direito, e até nessa corte, que é obra do homem. [Ter a obrigação do diploma] implica uma salvaguarda, uma segurança jurídica maior", opinou.


Com a decisão do STF, chega ao fim um processo de aproximadamente sete anos. Em 2002, a 16ª Vara Civil da Justiça Federal em São Paulo concedeu uma liminar contrária a obrigatoriedade da formação acadêmica para obtenção do registro profissional de jornalista. Quatro anos depois, em julgamento de liminar ocorrido no mês de novembro de 2006, a mais alta corte do país garantiu o exercício da atividade jornalística aos que já atuavam na profissão independentemente de registro no Ministério do Trabalho ou de diploma de curso superior na área.

A advogada Taís Borja Gasparian, representando o sindicato das empresas, lembrou que a carta magna garante a livre expressão de qualquer trabalho e a liberdade de pensamento. Ainda argumentou que a profissão de jornalista é desprovida de "exercício técnico", sendo uma atividade "meramente intelectual". rno militar em "restringir a liberdade de imprensa". O procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, fez sua argumentação na mesma linha da advogada.

Já o advogado João Roberto, representante da Federação Nacional dos Jornalistas, argumentou que o diploma não impede ninguém de escrever em um jornal. "O decreto prevê a figura do colaborador e do profissional provisionado", apontou. Ele rebateu o argumento da advogada do sindicato das empresas de que a obrigatoriedade do diploma é resquício da ditadura militar. "Todo arcabouço jurídico teria que ser refeito. É totalmente impossível na prática", opinou. Ao defender a manutenção da regra atual, Roberto citou o currículo de uma faculdade de jornalismo. E disse que a regra não protege o jornalista, "mas sim a sociedade".
A representante da Advocacia Geral da União, Grace Maria Fernandes Mendonça, apontou que para exercer outras profissões, como medicina e engenharia, é preciso ter formação acadêmica. "Por que não o jornalismo?", questionou. "Vivemos em uma sociedade da informação. Com a sociedade, a missão de informar vem-se carregada de relevância indiscutível. A substância do decreto não afronta a carta da república", finalizou.

Ex-presidente do COREN-MA foi condenada

O Juiz Titular da 2ª Vara da Justiça Federal no Maranhão condenou, no dia 09 de junho de 2009, a ex-presidente do Conselho Regional de Enfermagem do Maranhão, Maria Luíza de Sousa Fonseca, que presidiu o COREN no período de 1990 a 1996, e sua filha, Rosemary Fonseca Marinho, à prestação de serviços à comunidade e à prestação pecuniária, pelo crime de peculato, por apropriação de valores correspondentes a contribuições profissionais dos enfermeiros.

Redução da maioridade penal foi rejeitada na CCJ

Hoje em reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado, vários membros da comissão voltaram a se posicionarem contra a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, como prevê a PEC(Proposta de Emenda Constitucional) que tramita na casa juntamente com outras quatro proposições. Para o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), um dos mais conduntes criticos da PEC, ao invés de se reduzir a imputabilidade penal, o certo seria fortalecer as políticas públicas, incluindo o Estatuto da Criança e do Adolescente.

A CCJ discutiu hoje a emenda de Plenário de autoria do senador Magno Malta ( PR-ES) que foi rejeitada. A proposta, determinava que a imputabilidade penal aos menores de 18 anos deixaria de ser aplicada em casos de crimes hediondos, como o latrocínio - roubo seguido de morte. A PEC volta para exame do Plenário. Os senadores Pedro Simon (PMDB-RS), Lúcia Vânia (PSDB-GO) e Ideli Salvatti (PT-SC) também são contrarios a redução da maioridade penal.

A "gorjeta" pode estar com os dias contados

Será analisado no Senado o projeto de lei que regulamenta a taxa de serviço. Que nada mais é do que a famosa e muitas vezes desagradável “gorjeta”, paga em bares, restaurantes, hotéis e similares. A proposta foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. O projeto de lei prevê a distribuição integral do valor arrecadado pelo estabelecimento entre seus empregados e o registro do benefício na carteira de trabalho.

Ele estabelece ainda que o estabelecimento poderá reter 20% do valor arrecadado com obrigações sociais dos empregados. O restante deverá ser obrigatoriamente repassado aos trabalhadores. A proposta aprovada não estipula o percentual da taxa de serviço. O substitutivo da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público fixava a gorjeta em 10% do valor da conta.

O projeto remete a acordo ou convenção coletiva a divisão entre os funcionários do montante arrecadado. Nos casos em que isso não seja possível, a decisão deve ser tomada em assembleia geral do sindicato. Uma comissão de empregados, com direito a estabilidade no emprego durante a função, deverá fiscalizar a distribuição das gorjetas.

O empregador será obrigado a anotar na carteira de trabalho dos empregados a quantia incorporada como taxa de serviço. O objetivo da mudança, é evitar que empregadores se apropriem das gorjetas e lesem seus funcionários. Como foi aprovado em caráter conclusivo, o projeto de lei será encaminhado diretamente ao Senado sem passar pelo Plenário, a não ser que haja recurso assinado por 52 deputados.

TRE manda empossar Niltinho

O Tribunal Regional do Maranhão apreciou os embargos de declaração referentes ao município de Barreirinhas, e por maioria, decidiram pela diplomação e posse imediata do candidato eleito no pleito de 2008, Milton Dias Rocha Filho, e seu Vice, José Augusto da Rocha Filho.

A Corte determinou que o Juiz Eleitoral de Humberto de Campos Francisco Soares Reis Junior faça a diplomação e a Presidente da Câmara dê posse ao candidato.Desde o inicio do ano que municipio vem sendo administrado pela presidente da Caãmara de Vereadores, Soraia Batista.

A coligação “Barreirinhas Levado a Sério”, que teve Albérico Filho (PMDB) como candidato a prefeito no pleito do ano passado, acusou o então prefeito e candidato à reeleição Miltinho Dias de distribuir material de construção, doar dinheiro, móveis e terrenos em troca de votos na campanha eleitoral de 2008. O juiz Luís Carlos Nunes Freire julgou procedentes as acusações, cassou o registro do petista.
Niltinho deve ser empossado ainda esta semana.

terça-feira, 16 de junho de 2009

"A crise não é minha, é do Senado"!?...

"A crise não é minha, é do Senado", afirmou o presidente, José Sarney, ao se defender no plenário nesta terça-feira, sobre as denuncias dos atos secretos no Senado. "Só conheço um ato secreto, durante Médici (general Emílio Garrastazu Médici), decreto secreto. Aqui ninguém sabe o que é ato secreto. Eu não sei o que é ato secreto, no Senado, não há atos secretos. O que temos é que verificar as irregularidades da entrada das nomeações em rede e da não entrada em rede. Mas tudo isso no passado, nós não temos nada que ver com isso, não tem a ver com nosso período", argumentou em sua defesa.

Ele afirmou que, "hoje, todos os atos estão na rede" e que "não existem atos nenhum que não estão na rede." Sarney, aparentando nervosismo, com o senho franzido, hesitando na escolha das palavras e incorrendo em erros de concordância, negou enfaticamente que tenha havido privilégios na nomeação, por atos secretos, de um sobrinho seu e de uma neta de sua mulher, Marly, para cargos no Senado. "Ninguém pode tomar posse sem ter sua nomeação publicada. Isso não existe. Se alguém fez, vamos descobrir, vamos punir", afirmou, dizendo que essa é a tarefa criada pelo senador Heráclito Fortes (DEM-GO). "Seria colocar na costa de todos nós a responsabilidade pelo que pode ter acontecido, não sei se aconteceu, é injusto, mas não vou dizer que vou mais longe..."

Agencia Estado

CNBB quer aprovação do Estatuto da Igreja Católica

A criação do Estatuto Jurídico da Igreja Católica no Brasil, tema de acordo assinado entre o País e a Santa Sé no final do ano passado, ainda deve passar por muita discussão na Câmara. O presidente Michel Temer recebeu hoje a visita do secretário-geral da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Dimas Lara Barbosa.
O bispo pediu celeridade na tramitação do acordo, que precisa ser referendado pelo Congresso Nacional. A proposição trata de temas como imunidade tributária de entidades eclesiásticas, funcionamento de seminários e de instituições católicas de ensino, prestação de assistência espiritual em presídios e hospitais, garantia do sigilo de ofício dos sacerdotes e visto para estrangeiros que venham ao Brasil realizar atividade pastoral.
No final de maio, a Câmara aprovou requerimento do deputado Ivan Valente (Psol-SP) para que o acordo fosse analisado pelas comissões de Trabalho e de Educação, além das comissões de Relações Exteriores e de Constituição e Justiça, inicialmente previstas. Ivan Valente pediu a inclusão das duas comissões para a análise do mérito da matéria, já que o texto trata de temas relacionados a Trabalho e a Educação.
O deputado é contra o acordo. "Eu entendo que a liberdade religiosa deve ser preservada, mas mais importante nesse caso é que nós devemos preservar a laicidade do estado, para garantir à cidadania brasileira todos os seus direitos. Eu sou contra porque não há um acordo entre dois estados que não se comparam: um é um estado teocrático e outro é um estado republicano."
Dom Dimas Lara Barbosa, por outro lado, afirma o contrário: que o acordo tem como objetivo justamente preservar o estado laico, ou seja, separado da Igreja. "Ao contrário do que muita gente diz, o acordo significa a verdadeira laicidade do Estado. Ou seja, o Estado não legisla em matéria religiosa, cada uma das religiões tem o direito de estabelecer acordos. A Constituição brasileira reconhece a liberdade de culto e a liberdade de consciência, como não poderia deixar de ser em um estado democrático."
O acordo entre Brasil e Santa Sé para a criação do Estatuto Jurídico da Igreja Católica no Brasil está na Comissão de Relações Exteriores, onde tem parecer pela aprovação. Se for aprovado por todas as comissões que irão analisá-lo e pelo plenário, o texto seguirá para a análise do Senado.
Agencia Câmara

Sarney diz que não errou e que não renuncia

Folha de S. Paulo

Acuado por uma série de desvios administrativos dentro do Senado, o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), 79 anos, afirma em entrevista à Folha de são Paulo, que não errou ao indicar parentes para cargos na Casa e que não irá renunciar.

Diz, sem citar nomes, suspeitar de sabotagem interna. Considera necessário mudar regras, mas afirma que erros praticados no passado podem ficar sem punição, pois "cada um deve julgar o que fez de errado e de certo". Inquieto, mexendo os joelhos de maneira intermitente enquanto estava sentado em um sofá em seu gabinete, Sarney afirmou que vai "exercer [o cargo] até o fim".

A onda de escândalos no Congresso, que se intensificou na Legislatura iniciada em fevereiro, atingiu Sarney em cheio nos últimos dias. Ele tenta rebater todas as acusações durante a entrevista. Reafirma não ter percebido que recebia R$ 3.800 de auxílio-moradia por mês. A nomeação de um neto teria sido à sua revelia. Sobre as sobrinhas, considera não haver erro.
Durante 55 minutos de entrevista, o senador maranhense que se elege pelo Amapá tomou apenas meio copo de água. No meio da atual onda de escândalos, relata ter chegado a uma conclusão: "Há uma tendência de buscar democracia direta. Tudo aponta nesse sentido".
  • O presidente José Sarney deverá fazer na tarde de hoje um pronunciamento sobre a enxurrada de denúncias de corrupção e má gestão administrativa no senado federal. Procurado pela imprensa, logo ao chegar no senado, na manhã de hoje, foi logo avisando que não ia falar nada. Já estão confirmadas a existência de mais de 300 atos administrativos secretos editados na gestão do ex-diretor-geral, Agaciel Maia, que atingiu diretamente Sarney. Quanto ao pronunciamento de Sarney, se falará ou não, sobre a mais nova crise no senado, desta vez motivada pelos tais "atos secretos", só esperando a seção do senado de hoje para conferir.

Justiça Federal anula doação do Convento das Mercês à Fundação José Sarney

A pedido do Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA), a Justiça Federal anulou a doação do Convento das Mercês à Fundação José Sarney, tornando inválida a legislação estadual que regulamentou o registro da propriedade. Pela decisão o imóvel será reincorporado ao patrimônio público do estado.

O episódio da doação aconteceu em 1990, quando o governo editou uma lei que autorizava a incorporação do convento aos bens da fundação, conhecida à época por Fundação da Memória Republicana. Três anos depois, a Assembleia Legislativa do Maranhão aprovaria uma lei ratificando a doação.

Em agosto de 2004, o MPF entrou com ação contestando a doação do Convento das Mercês à Fundação José Sarney e pedindo a reintegração do bem ao patrimônio do estado do Maranhão com base em um decreto-lei, assinado em 1937 - o decreto impede que bens tombados pela União sejam doados a qualquer entidade de direito privado.

Notificada, a fundação alegou que é uma entidade pública federal e que, por isso, seria válida a doação. No entanto, entre os objetivos da entidade, registrados em cartório, está o de “organizar e perpetuar a memória dos presidentes da República tendo por base o acervo privado do presidente José Sarney”, o que deixa evidente seu caráter de pessoa jurídica de direito privado.

Para a Justiça, é clara a incompatibilidade das leis sobre as quais aconteceu a doação do imóvel. “A Lei estadual 5.007, de abril de 1990, ratificada pela Lei 5.765, em 1993, pela Assembleia Legislativa, autoriza a doação tratada. Mas está em completa discordância com a lei federal vigente (Decreto-lei 25/37) que proíbe a doação de bens tombados a entidades privadas”, afirmou o juiz Nelson Loureiro dos Santos.

De acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a área do convento passou a pertencer ao estado do Maranhão em 1905. Em 1974 ela foi tombada pelo Patrimônio Histórico da União. O Convento da Mercês, que tem mais de cinco mil metros quadrados de área construída e outros sete mil de área livre, é um dos principais pontos turísticos do Centro Histórico de São Luís. Para o MPF, a anulação da doação significa respeitar e resguardar o patrimônio público e social.

Fonte: Procuradoria da República no Maranhão

CNMP inocenta procuradora-geral das acusações da Ampem e Conamp

O Conselho Nacional do Ministério Público absolveu a Procuradora-Geral de Justiça do Estado do Maranhão, Maria de Fátima Rodrigues Travassos Cordeiro, de todas as acusações formuladas pela Associação dos Membros do Ministério Público do Maranhão com assistência da Associação Nacional do Ministério Público perante aquele Conselho Nacional.
O CNMP reconheceu, pela unanimidade de seus Conselheiros, a legalidade de todos os atos administrativos questionados nos autos do Procedimento de Controle Administrativo, instaurado a pedido da AMPEM. Em consequência, ficou mantido o Ato nº 415/2008, exarado pela Procuradora Geral de Justiça do Estado do Maranhão, que dispõe sobre as consignações em folha de pagamento dos membros do Ministério Público do Estado do Maranhão, bem como foram considerados legais os seguintes atos administrativos:
a) os Atos-Conjuntos nos 01 e 02/2008-GPGJ/CGMP, expedidos pela Procuradora-Geral de Justiça, em conjunto com a Corregedora-Geral do Ministério Público, que dispõem sobre as férias dos membros do Ministério Público;
b) a concessão de diárias e passagens para Procuradores de Justiça e Promotores de Justiça, que exercem o cargo comissionado de Assessor Especial do Procurador-Geral de Justiça, para participar do I Congresso Nacional dos Procuradores-Gerais de Justiça (CNPG), no Rio de Janeiro, no período de 17 a 20/09/2008;
c) o pagamento de juros e correção monetária incidentes sobre anuênios/quinquênios aos inativos (aposentados) e pensionistas do Ministério Público Estadual pelo Fundo Estadual de Pensão e Aposentadoria (FEPA);
d) o recebimento de diárias pela Procuradora-Geral de Justiça, ao longo de seis meses de administração, para viagens de posse, congressos e reuniões do Conselho Nacional de Procuradores Gerais de Justiça;
e) a reforma do Gabinete do Procurador-Geral de Justiça do Estado do Maranhão e a reforma do Prédio-Sede das Promotorias de Justiça da Capital.
Na mesma reunião o Conselho Nacional do Ministério Público negou o pedido formulado pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) para ingressar no referido Procedimento de Controle Administrativo como assistente.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Hoje é o dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa

O dia 15 de junho marca o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa. A data foi instituída em 2006, pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa.

O objetivo da data é, segundo o Conselho Nacional dos Direitos do Idoso (CNDI), criar uma consciência mundial, social e política da existência da violência contra a pessoa idosa, e, simultaneamente, disseminar a ideia de não aceitá-la como normal.

CCJ vota esta semana à PEC que trata da maioridade penal

Duas emendas de Plenário apresentadas à Proposta de Emenda Constitucional, que trata da maioridade penal e tramita em conjunto com outras 4 PECs, voltam à pauta da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania na quarta-feira (17). O relator dessas matérias na comissão, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), alterou o parecer dado inicialmente, acolhendo uma das sugestões, que abre a possibilidade, em casos específicos, de responsabilização penal a partir de 16 anos.

Essa proposta está reunida na Emenda nº 3, de autoria do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que acrescenta parágrafo único ao artigo 228 da Constituição federal para prever que "lei complementar poderá, excepcionalmente, desconsiderar o limite à imputabilidade, até 16 anos, definindo especificamente as condições, circunstâncias e formas de aplicação dessa exceção".

A outra sugestão, que prevê a imputabilidade penal de menores de 18 anos que praticarem crime hediondo - Emenda nº 2, do senador Magno Malta (PR-ES) -, foi rejeitada por Demóstenes. O relator observou que, nos termos em que foi redigida a emenda, uma criança com dez anos de idade, por exemplo, poderia ser condenada criminalmente pela prática de um crime hediondo. Em contrapartida, um adolescente de 17 anos envolvido em crimes como tortura, tráfico de entorpecentes e terrorismo poderia não ser alcançado pela lei penal.
Agencia Senado