Senadores defenderam ontem o afastamento de José Sarney da Presidência do Senado. O primeiro foi o também peemedebista Pedro Simon (RS), que afirmou que a saída de Sarney não significaria "autoculpa", mas um "ato de grandeza". "O presidente Sarney deve se afastar. Para o bem dele, de sua família, de sua história", disse. "Antes que a saída dele fique insustentável", complementou.Simon disse que, como presidente da Casa, Sarney não pode responder questões do "neto, do mordomo, do diretor que ele criou e manteve por 14 anos", referindo-se às revelações feitas nas últimas semanas. Foram na mesma linha de Simon os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP), Marisa Serrano (PSDB-MS) e Cristovam Buarque (PDT-DF). "
As nomeações políticas nos gabinetes do grupo liderado pelo senador José Sarney (PMDB-AP) mostra pelo menos nove novos casos de aparelhamento envolvendo o clã. Os dados estão disponíveis desde anteontem na página do Senado na internet.
As nomeações políticas nos gabinetes do grupo liderado pelo senador José Sarney (PMDB-AP) mostra pelo menos nove novos casos de aparelhamento envolvendo o clã. Os dados estão disponíveis desde anteontem na página do Senado na internet.
Principal "faz-tudo" da família em Brasília, o ex-deputado Chiquinho Escórcio empregou sua mulher, Alba Leide Nunes Lima e sua filha, Juliana. Alba trabalha desde março de 2008 no gabinete pessoal de Sarney. Juliana acaba de ganhar uma nomeação no gabinete do senador Mauro Fecury (PMDB-MA), que assumiu a vaga deixada por Roseana Sarney (PMDB), que assumiu o governo do Maranhão. Escórcio também está de emprego novo. Foi nomeado por Roseana representante do governo em Brasília, cargo com status de secretário estadual.
A assessoria de imprensa do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirmou que todos os nomeados em seu gabinete são pessoas "extremamente qualificadas". Segundo a assessoria, a advogada Alba Lima, mulher do ex-senador e ex-deputado Chiquinho Escórcio, é responsável por levar as demandas do Estado do Amapá aos órgãos públicos.
Jorge Nova da Costa, suplente de Sarney, governou o Amapá e tem experiência no Ministério da Agricultura e em órgãos como a Sudene, diz a assessoria. O ex-presidente do PMDB do Amapá Raimundo Azevedo Costa cuidaria do trabalho político junto ao Estado que Sarney representa.
Acuado por novas acusações, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse ser vítima de uma "campanha midiática" e relacionou pela primeira vez a atual crise a seu apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em solidariedade, Lula saiu mais uma vez em defesa do aliado, numa estratégia deliberada para tentar evitar a queda do senador.
Em reunião reservada, Lula disse à sua equipe que a ordem é "tentar segurar" Sarney no comando do Senado. Segundo um assessor, a renúncia ou até mesmo um pedido de licença seria "péssimo" para o governo no momento. Para ajudar Sarney em sua guerra pela sobrevivência política, Lula vai conversar nos próximos dias com líderes governistas e passar sua orientação de montar uma blindagem em torno do senador.
Folha de São Paulo
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