"A crise não é minha, é do Senado", afirmou o presidente, José Sarney, ao se defender no plenário nesta terça-feira, sobre as denuncias dos atos secretos no Senado. "Só conheço um ato secreto, durante Médici (general Emílio Garrastazu Médici), decreto secreto. Aqui ninguém sabe o que é ato secreto. Eu não sei o que é ato secreto, no Senado, não há atos secretos. O que temos é que verificar as irregularidades da entrada das nomeações em rede e da não entrada em rede. Mas tudo isso no passado, nós não temos nada que ver com isso, não tem a ver com nosso período", argumentou em sua defesa.Ele afirmou que, "hoje, todos os atos estão na rede" e que "não existem atos nenhum que não estão na rede." Sarney, aparentando nervosismo, com o senho franzido, hesitando na escolha das palavras e incorrendo em erros de concordância, negou enfaticamente que tenha havido privilégios na nomeação, por atos secretos, de um sobrinho seu e de uma neta de sua mulher, Marly, para cargos no Senado.
"Ninguém pode tomar posse sem ter sua nomeação publicada. Isso não existe. Se alguém fez, vamos descobrir, vamos punir", afirmou, dizendo que essa é a tarefa criada pelo senador Heráclito Fortes (DEM-GO). "Seria colocar na costa de todos nós a responsabilidade pelo que pode ter acontecido, não sei se aconteceu, é injusto, mas não vou dizer que vou mais longe..."Agencia Estado
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