segunda-feira, 24 de agosto de 2009

A CRISE, NÃO SOMOS NÓS

Qual, então, é a razão da crise atual? Que coloca o trabalhador policial civil como o maior responsável por todas as mazelas que acontecem na (in)segurança pública, a desestruturação institucional é ocasionada pelas mais diferentes gestões que de forma equivocada desconstruíram a polícia civil, e quem paga as parcelas do débito não contraído, portanto, ilegítimo e fraudulento, é o trabalhador policial.

Nesses tempos de crise de segurança global, ganharam popularidade as idéias que defendem a violência policial como mecanismo para “parar” o caos. Uma visão esdrúxula, que expõe totalmente o policial e o faz objeto do desejo massificador da sociedade, em uma engrenagem que tanto usa como abusa e expõe não somente a própria policia, mas verdadeiramente, o policial.

Todo recurso tem de vir da riqueza gerada pela sociedade, e não adianta só investir em viaturas e armamentos e periféricos, que nada adiantarão, é apenas a segurança pública virtual e midiática, distante da população e aviltante para com os policiais civis, é sabido, que mais gastos públicos significarão, portanto, mais impostos e mais recursos destinados a uma maquina ineficaz e perdulária, a serviço dos interesses políticos partidários, tão somente para captar votos utilizando a segurança pública.

Mas do que nunca, porém, continua valida a máxima: quem esta ganhando com esta situação? Os policiais são permanentemente vidraças e as pedras atiradas são extraídas da própria pedreira da polícia civil, ninguém nós protege, ao contrário, somos expostos publicamente como acontece agora, quando afirmam que de forma aproveitadora estamos querendo as vantagens que foram dadas aos outros trabalhadores, tão descriminados no Governo passado, tão coitadinhos, como se não tivéssemos sido massacrados muito mais do que qualquer categoria.

Não se deixe iludir com promessas que não vão além do período pré-eleitoral, e tenha em mente que o algoz de ontem será o de hoje e o de amanhã, lobo em pele de cordeiro.

Fonte: SINPOL-MA.

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