O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Marcelo Tavares, ao que tudo indica resolveu sair da defensiva e partiu para o ataque. Ele foi eleito presidente quase que por consenso. Desde a mudança de governo no estado, há três meses, vem se conduzindo de maneira prudente gerando um misto de criticas e elogios.Ao empossar a governadora, Roseana Sarney, chegou a ser criticado por “balaios” de proa. Liderou a maioria dos deputados estaduais em almoço de confraternização, ao governador em exercício, João Alberto, que convidou pessoalmente cada um dos deputados sob alegação da paz e respeito aos poderes e por ultimo assumiu o governo do estado por cinco dias, quando em tese não haveria necessidade, o que acabou gerando uma serie de especulações.
Mais a lua de mel parece ter chegado ao fim. Em uma sessão rápida porém bastante movimentada no inicio desta semana mandou o governo arregaçar as mangas e trabalhar ao dizer “estão ‘de volta ao trabalho’ por uma decisão judicial, então vão trabalhar. O Estado está cheio de estradas esburacadas, a criminalidade avançando... Está na hora mesmo é de trabalhar”. O desabafo foi, em aparte ao pronunciamento do deputado Rubens Júnior, que contestou as acusações contra a prefeita de Matões, Suely Pereira (PDT), mãe do parlamentar.
Ao incitar o governo do Estado a fazer valer seu slogan “De volta ao trabalho”, Marcelo Tavares condenou a atenção demasiada ao que classificou como “perseguições políticas”. Na avaliação de Tavares, o governo “virou uma delegacia de polícia”.
“Só é notícia perseguindo as pessoas”, disse numa alusão à decisão da Procuradoria Geral do Estado de requerer à Secretaria de Segurança Pública a abertura de inquéritos para investigar o destino de recursos repassados através de convênios durante o governo Jackson Lago.
Pelo andar da carruagem as posições começam a se definir rumo ao pleito de 2010.
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