O prefeito de São Luís (MA), João Castelo (PSDB), recebeu uma herança da administração anterior que garante um contracheque maior do que dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Todos os meses, entra na conta do tucano R$ 25 mil de salário, R$ 500 a mais do que o permitido pela legislação. Apesar de ser adversário político do antigo prefeito, Castelo não fez nada para mudar a situação.No fim do mandato de Tadeu Palácio (PDT), a Câmara de Vereadores local aprovou um projeto para aumentar os salários do prefeito, do vice e dos secretários municipais. Adversário de Castelo e do governador cassado Jackson Lago (PDT) - mesmo sendo do mesmo partido - Palácio resolveu aumentar os vencimentos dos membros do Executivo. Publicada no Diário Oficial do Município em 16 de janeiro, passou a valer a partir do dia 1º do mesmo mês.
A lei promulgada com o número 194 fixa o salário para os próximos quatro anos, permite que o valor seja reajustado "pela inflação verificada no período correspondente". Basta que o prefeito envie uma mensagem aos vereadores. Até dezembro, o comandante do Executivo local tinha o vencimento de R$ 19,1 mil. Com o aumento, além dos R$ 25 mil de Castelo, o vice passou a ter R$ 14,5 mil, e os secretários R$ 12,5 mil.
O salário de Castelo é superior ao de Socorro Waquim(PMDB), que recebe R$ 22 mil por mês para ser prefeita de Timon, no interior do estado. A prefeita esta sendoquestionada por uma ação civil pública do Ministério Público do Maranhão (MPMA). O órgão aponta que, por receber esse valor todos os meses, Socorro incorre no crime de improbidade administrativa.
Congresso em Foco
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