O presidente Lula deve manter o italiano Cesare Battisti no Brasil. As razões deverão ser “humanitárias", por conta da sua condição de saúde . Alternativa semelhante foi adotada pelo governo francês para não entregar à Itália a militante Marina Petrella.Um outro aspecto é que, Battisti responde processo no Brasil por falsificação de documento e uso de passaporte falso e deve ficar no País até que seja julgado.
"A lei é clara nesse sentido e não há o que discutir", afirmou o ministro da Justiça, Tarso Genro, que disse ter ficado "surpreso" com o voto, ontem, do presidente do Supremo Tribunal Federal(STF), Gilmar Mendes, favorável à extradição.
Mendes criticou o refúgio concedido por Tarso a Battisti, sob a alegação de que não se pode atribuir motivação política a "crimes de sangue". Foi enfático, ainda, ao defender a tese de que o italiano - em greve de fome para pressionar a Justiça a absolvê-lo - deveria ser condenado pelos delitos, independentemente de seus objetivos.
Na Itália, Battisti foi condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos nos anos 70.O presidente sempre apoiou a decisão do Ministério da Justiça de abrigar Battisti. Porem, em conversa com o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, recentemente, Lula prometeu respeitar a decisão do STF.
Agencia Estado
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