Esta nota corrige equívoco anteriormente divulgado. O erro cometido na declaração de bens do senador José Sarney à Justiça Eleitoral em 2006 não foi, como afirmado, a repetição da lista de bens de 1998, mas a omissão da casa, por esquecimento, depois de feita a atualização patrimonial. O fato é que a propriedade está informada à Receita Federal e ao TCU desde 1999, conforme certidão anexada à primeira nota divulgada hoje.
Com essa nota distribuída hoje à imprensa, a assessoria do presidente do Senado tentou justificar a não declaração à Justiça Eleitoral, da casa em Brasília do senador, José Sarney, avaliada, segundo matéria do Jornal O Estado de São Paulo, em 4 milhões de reais.
Não perceber o depósito em sua conta de pouco mais de 3 mil reais, referentes ao auxílio moradia já foi difícil acreditar. Esquecer de declarar um imóvel avaliado em 4 milhões, chega a ser impossível.
Fizeram o previsível e pra variar culparam o "contador". É da natureza humana achar que a culpa é sempre do outro. Será que a vaidade do senador o traiu! Aponto de não prever que viraria alvo desse bombardeio ao retornar à presidência do Senado Federal, em meio a uma conjuntura política sucessória, cuja a popularidade do presidente não consegue ser transferida para seus pretenços canditatos!?.
O Senador José Sarney é um político profissional, perspicaz e com influencia na mais alta estrutura de poder da nação. Deverá continuar sendo objeto indispensável de estudos de Ciências Sociais e Políticas para melhor compreensão da funcionalidade da política brasileira. Como em um jogo de xadrez teve sempre a noção precisa de avançar e recuar. Porém encontra-se acuado e com rara chance de recuperação.
Hoje visivelmente abatido, o presidente do Senado, José Sarney, disse ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que não se licenciará ou renunciará ao comando do Senado. Para ele a oposição esta se aproveitando da crise para criar problemas para o governo e assumir o controle do Senado.
Conhecedor genial do jogo político, o senador tem razão. Ele sabe que se estivesse em situação contraria, faria o mesmo. Os ataques não vão parar, o senador tem consciência disso. Deverá trabalhar no sentido de sair da crise de maneira menos desgastada, para preservar aquilo que mais preza, a sua imagem pública e negociar os interesses dos seus aliados, que não são poucos.

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