sexta-feira, 3 de julho de 2009

Em nome da governabilidade

Falta ainda a conversa oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente do Senado, José Sarney, mas o acerto entre o PT, o PMDB e o Palácio do Planalto está feito. Sarney permanecerá no cargo.

Sarney vive um momento delicado - o PSDB encaminhou denúncia ao Conselho de Ética da Casa, o PSOL protocolou representação na Mesa Diretora e o DEM, um de seus principais aliados, cobra seu afastamento. O motivo é uma série de irregularidades que começou a vir à tona em 10 de junho, com a revelação dos "atos secretos" para criar cargos e nomear parentes de políticos, alguns do próprio Sarney.

O encontro com Lula foi adiado para hoje por iniciativa do próprio presidente, em conversa telefônica com Sarney. Ontem Lula se reuniu com os 12 senadores do PT, no Palácio da Alvorada. Até o final da noite, ainda não se sabia do resultado do encontro. Ontem à noite, a avaliação geral era de que, a menos que surgisse uma denúncia nova e comprometedora envolvendo o presidente do Senado, sua permanência estava garantida.

Do encontro da bancada do PT com Lula, eles tiraram uma lista de exigências para reformar o Senado. Como a redução de despesas, a eliminação de órgãos superpostos e de estruturas como o serviço médico da Casa.

Estado de São Paulo

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