domingo, 14 de junho de 2009

O misterioso vôo na maionese de José Sarney

Por Marcelo Tas

A semana foi, novamente, um nocaute para José Sarney. Desta vez foi localizado um neto dele, contratado ilegalmente no Senado. O gajo foi imediatamente afastado. Com um detalhe nefasto: por um ato secreto, para que sociedade não fosse informada. E, como se a palhaçada não estivesse suficiente, no lugar do neto, foi contratada a mãe do mesmo!

Entenda a tramóia: Dona Rosângela Terezinha Gonçalves, casada com um filho de Sarney, foi contratada depois que João Fernando Sarney, seu filho, foi exonerado. O pai de João é Fernando Sarney, filho do presidente do Senado.

Enquanto isso, como foi a semana de Sarney? Almoçou com Boni, ex-todo-poderoso da Globo, no Gero, restaurante dos Jardins em São Paulo, quando degustaram um Chateau Petrus, vinho que vale por baixo a bagatela U$ 5 mil a garrafa. Depois foi à festa de casamento da filha de Agaciel Maia, ex-diretor do Senado, pivô de todos os recentes escândalos, um autêntico "Papai Noel" dos congressistas, como aponta o jornalista Josias de Souza em seu blog.

Hoje (sexta, 12) para fechar a semana em grande estilo, Zé Sarney rabisca seu textinho semanal, publicado na Folha, com o seguinte título: "O mistério do AF 447". O beletrista cita Camões, Guimarães Rosa, mas não dá um pio sequer sobre o que todos nós queremos saber: o mistério da caixa preta do Senado.

Como se vê, Sarney não teme a opinião pública. Está rindo da minha, da sua, da nossa cara, nobre internauta. Como leitor do jornal, sinto minha inteligência e meu bolso sendo desrespeitados com a publicação dos devaneios desse senhor.

Um comentário:

  1. Eu me lembro de um textinho um domingo no Estado do Maranhao onde o Zé falava da sua saudade do tempo da escravidão, foio em 2007 ou 2008. Esse cara perdeu muito estilo desde da morte do amigo Josue Montello. Acho que quem escrevia era o Josue e não o dono do Mar(anhão)!
    Axel

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