
Um dos simbolos, mais tristes da luta pela terra em nosso país completou hoje 13 anos. Mas pouca gente lembrou. Apesar de ter ocorrido no estado do Pará, o Massacre de Eldorado dos Carajás, como ficou conhecido, tem muito mais haver com o Maranhão. Entre os trabalhadores sem terra que protagonizaram aquele infeliz e recente epizódio da nossa história, muitos eram maranhenses.
O resultado do conflito foi 19 trabalhadores rurais mortos, 69 multilados e centenas feridos. Passados 13 anos do massacre, os 155 militares que participaram da chacina permanecem soltos, apenas 2 foram condenados, mas estão em liberdade. O confronto ocorreu no dia 17 de Abril de 1996, quando aproximadamente 1.500 sem-terra, bloquearam a PA-150 na altura de Eldorado dos Carajás, na chamada curva do “S”.
Eles queriam agilidade no programa de reforma agrária do governo. Na época, o governador do Estado, Almir Gabriel (PSDB) ordenou que as tropas do coronel Mário Pantoja (Marabá), do major José Maria de Oliveira (Parauapebas) e do capitão Raimundo Almendra, desobstruíssem a estrada. Os trabalhadores rurais foram recebidos a tiros de revólver, fuzil e metralhadora por soldados e oficiais da PM. Em um dos acontecimentos mais graves de violação dos direitos humanos.
O caso está no Superior Tribunal de Justiça (STJ), com 48 volume e mais de 10 mil páginas. O processo está parado, aguardando o julgamento de dois recursos: um foi apresentado ao Superior Tribunal de Justiça, e o outro, ao STF.
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